30/05/2017


Se eu pudesse entrar em ti e arrancar essas ervas venenosas que te cercam e te escondem do mundo...
Se eu pudesse libertar-te desses males que te assolam e te impedem de seres quem és...
Se eu pudesse mudar esse olhar vidrado, esse tom apagado que te impossibilita de brilhares...
Se eu pudesse libertar-te dessas amarras que te prendem e que te impede de seres livre...
Se eu pudesse alcançar-te e afogar esses pensamentos ruins que te perturbam e não te deixam em paz...
Se eu pudesse ultrapassar esse mar que te engole e revelar o teu verdadeiro "EU", a tua alma...
Se eu pudesse desbravar esses caminhos obscuros que te desviam daquilo que queres ser, de quem podes ser...
Se Eu pudesse escalar esse muro denso que te rodeia e que não te permite estares bem...
Se ao menos eu pudesse fazer-te acreditar em mim e nas minhas palavras... Mas não posso!
Resta-me esperar e acreditar que um dia quandoi precisares virás ter comigo porque eu estarei aqui!!

30/04/2015

A minha mãe é louca!




 
 

E neste fim-de-semana em que se o Dia da Mãe eu chego à conclusão de que a minha mãe é maluca! Sim foram precisos 29 anos de convivência para perceber isto e acreditem que não foi por falta de esforço por parte dela, a culpa é mesmo minha que demorei a compreender as pistas.
Talvez até tenha sido por nós (sim porque se tenho uma irmã é para isto mesmo e temos que dividir as culpas) que ela tenha enlouquecido e devido a esse facto quer-nos (à força toda) enlouquecer também, assim como uma espécie de vingança pessoal pelos anos a fio que nós lhe demos cabo da cabeça.
Mas a verdade é que não há ninguém, com quem eu fale, que não acredite (seriamente) que a sua mãe é um bocadinho doida, concluo então que é um mal geral, um daqueles males necessários de que tanto os antigos gostam de falar.
Na minha opinião é necessário para além de coragem, uma boa dose de maluqueira para ter filhos nos dias de hoje e principalmente para educa-los e por isso não me admira assim muito que as mães sejam loucas.
Mas a maior loucura de todas é que independentemente daquilo que façamos, seja bom ou mau, que as faça feliz ou que as deixe triste, que as encha de orgulho ou que as desiludidas, mesmo de coração partido continuam a gostar de nós de uma maneira única e especial.
 
Portanto em relação à maluca da minha mãe que agora tenho a certeza que o seu objetivo de vida é enlouquecer-me: Feliz dia Mãe! E vá estás com sorte que eu até gosto (muito) de ti  :)

E agora um momento de culto à minha pessoa... Avé Moi!!!

18/02/2015

De quem é a culpa?

                      


Eu sei é muito mais fácil arranjar uma desculpa qualquer para justificar ou mesmo para compreender. Melhor ainda é muito mais fácil arranjar alguém para culpar... Assim saímos por cima, assim saímos descansados porque no fundo tudo aconteceu não porque não fizemos as coisas como deveríamos ter feito, não porque não nos esforçamos, não porque erramos, nem pensar numa coisas dessas, as coisas acontecem por causa de ou por culpa de alguém. 
Mas o problema de arranjarmos desculpas ou culpados é que não nos permite aprender lições, não nos permite não cometer os mesmos erros, não nos permite crescer, no fundo não nos permite olhar para dentro de nós, parar um segundo e pensar: "ok, isto correu mal, em que é que eu errei para que não volte a acontecer?" e, verdadeiramente, compreender e mudar, mudar para melhor!
 Mas não, é extremamente mais fácil (e conveniente) entramos numa espécie de ciclo vicioso, em que erramos e arranjamos uma desculpa ou alguém para culpar, na verdade dá muito menos trabalho e as pessoas que nos rodeiam até ficam com pena de nós, porque afinal são os outros que são maus para nós...
Apenas tenho a dizer que felizmente não sou assim e por isso mesmo pelos meus erros pago eu, agora pelos erros dos outros? Hummm!! Muito obrigado mas não quero e não pago por muito que estas pessoas pensem que sim...


E agora um momento de culpa à minha pessoa... Avé Moi!!!



16/01/2015

Can I give up?

                  

Existem dias em me sinto assim esgotada, sem energia e sem vontade... Em que um simples pestanejar requer uma força sobre-humana, uma força que não tenho...
Apetece-me desistir mas não posso, não quero continuar mas o mundo impede-me, quero largar tudo mas no fundo sei que me arrependerei mais tarde...
Esforço é uma palavra que me acompanha desde há muito tempo e eu tento, tento mesmo a sério arranjar forças para lutar porque sei que vale apena, sei que valerá apena... Mas é assim como nadar contra a corrente ou correr contra o vento, e a isso, juntar uma vontade enorme de fechar os olhos e deixar-me levar pela corrente ou ser empurradada pelo vento e descansar... Sim é mesmo assim que me sinto...
Vá só mais um esforço, ninguem disse que ia ser tão difícil, mas também quem te disse que ia ser fácil? Ninguém, por isso há que ver o copo meio cheio "já faltou mais"... Há que continuar a luta e acreditar naqueles que dizem que quanto mais difícil mais saborosa é a vitória... (Apesar de eu não acreditar nisso, vitoria é vitoria é quem a alcança, sente-se feliz na mesma e se for com menos esforço ainda melhor), mas deixemo-nos de negativismos e deixemo-nos de nos deslumbrar pelas frases feitas e ditados velhos "melhores dias virão" vamos então acreditar que sim... Vamos então pedir que a vontade renasça e a energia volte para lutar...


E agora um momento de culto à minha pessoa... avé Moi!!!

17/10/2014

29 anos

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Cheguei aos 29 anos... Hummm isto escrito tem logo outro peso... Mas ter 29 anos é muito ingrato, primeiro porque somos demasiados "velhos" para pertencer á malta dos "20" que é jovem, irreverente e cheios de vida... Depois ainda não entramos nos 30 o que nos exclui desde logo desse conjunto de pessoas com um ar responsável, cheios de charme e bem sucedidos...
No meu caso, os 29 ainda tem uma agravante, a bela da pergunta do "então e filhos?"  "porque já estás a ficar velha ", porque na tua idade eu já ia no meu terceiro" e blá blá blá  Para um número considerável de pessoas é muito estranho eu querer entrar nos trinta sem filhos, para apaziguar a alma destas pessoas poderia sempre optar por mentir e dizer que é a crise que não me deixa ter filhos mas a verdade é que ainda não estou preparada para abdicar de certas coisas (como dormir) que obrigatoriamente terei de abdicar (e não tentem enganar-me)...
Aí os 29 que idade mais incompleta, mais imperfeita parece uma espécie de limbo da juventude, como uma contagem decrescente para uma nova década em que se espera tão mais de nós... Ter uma vida financeira mais estável, um trabalho fixo, no mínimo duas crianças agarradas as nossas pernas (acho que já mencionei que não estou preparada para as maravilhas da maternidade), responsabilidades, etc, etc, etc mas eu ainda tenho tanto para fazer, tanto para aprender, tanto para viver que toda esta estabilidade vai aparecer na minha vida lá para os 30 e muitos...
Isto de pensar na idade está a dar-me rugas... E uma vez que para o cartão jovem somos jovens até aos 30 anos vou aproveitar o meu ultimo ano de "juventude" 😝


E agora um momento à minha pessoa... Avé Moi!!!!! 

25/08/2014

A casa da Mamã!!


 
 
Não há nada melhor que uma visita a casa dos pais para nos animar. Naqueles dias mais cinzentos, tristes ou simplesmente menos bons recomendo vivamente uma visita a casa da mamã.
E porque? Porque aquele lugar é mais do que uma casa, é um santuário onde nós (FILHOS) somos venerados, onde existem fotografias nossas em todos os cantos da casa, principalmente daquelas que nós adorávamos que não existissem. E onde mais nos podemos sentir assim? Onde mais nos podemos sentir realmente importantes?
Eles guardam os nossos recados como se fossem poemas de Fernando Pessoa, os nossos rabiscos como se fossemos Picasso e aquelas coisinhas pirosas sem utilidade nenhuma que fazíamos a cada dia do pai ou da mãe, como se de uma verdadeira obra de arte se tratasse.
E no fim saímos de lá com as energias e o ego renovado prontos para enfrentar as tempestades, porque quando chover mesmo muito podemos sempre voltar para aquele santuário.
 
E agora um momento de culto à minha pessoa... Avé Moi!!!

20/07/2014

Pequenas, grandes lições...


Não posso dizer que a vida tem sido boa para mim, mas também não posso dizer que tem sido muito severa, uma vez que existem muitas pessoas que estão em condições piores, mais tristes ou mais difíceis que a minha, então que posso eu dizer? 
Posso dizer que a vida me tem dado muitas lições, tem puxado o tapete demasiados vezes mas com mais ou menos dificuldade tenho conseguido manter-me de pé... Por vezes até me sinto naquele jogo do gato e o rato em Que passo a vida a fugir de algo que me quer deitar a baixo.
Não é a primeira vez que escrevo aqui as lições que tenho aprendido, melhor, o blog está cheio de lições... Nestes dias aprendi mais uma, e é daquelas bem valiosas, que espero conservar por muito muito tempo...
Cheguei á conclusão que as pessoas só são importantes se nós lhe dermos essa importância e que ela só cresce se nós a deixarmos crescer, e é neste ponto, quando as pessoas atingem um grau de importância demasiado grande que começam a agir como superiores, como melhores e assim aparecem as desavenças, os defeitos e as desilusões... No fundo a culpa é nossa porque deixamos que as pessoas chegassem a esse ponto, portanto qual o segredo para que não aconteça? O que pode ser feito? 
É estranho como podemos encontrar grandes soluções em pequenas palavras e aqui foi "desvalorizar". Exacto meus amigos quanto mais desvalorizamos as pessoas, quanto menos importância lhes dermos, menos elas nos darão desilusões mais tarde e portanto o mundo segue o seu rumo normal. Agora não confundam desvalorizar com afastar as pessoas ou até arrogância porque não é isso, apenas a partir de agora vou tentar que as pessoas mereçam a minha importância e garantir que esta nunca seja suficientemente grande para que se tornem um problema para mim...

E agora um momento de culto à minha pessoa... Ave Moi!!!