Tentei encontrar-me na tonelada de letras que cercam os meus dias mas não me encontrei... procurei com afinco por explicações que não existem e leis que ainda não foram criadas... queria algo que não sei definir e que me custa perder... não sei como fazer para atingir os limites impostos pelos deuses sem desiludir os mortais que me ameaçam com acenos de cabeça e piscar de olhos imaginários e me rondam desconfiados... Caminho, levemente, numa nuvem sem fundo, refresco-me com as palavras desesperadas de poetas perdidos, aqueço-me com a luz das estrelas que animam os amantes, visto-me de criticas e preconceitos dos humanos fracos de mais para se verem ao espelho, apoio-me nas asas dos anjos que me seguem e guiam sem saberem para onde vão ou querem ir... Despeço-me do passado com nostalgia e vontade de não avançar, aceito o presente com todos os seus problemas e desafios, encaro o futuro sem optimismo e sem medo de pisar os buracos negros que sugam a minha perspectiva de vida e me mostram a realidade dos sonhos... Flutuo em pensamentos confusos e sem nexo que entram na minha cabeça e se recusam a sair sem deixar vincos profundos e marcas de água naquilo que deveria ser só meu... atinjo o meu limite, sem pressas, vezes sem conta e volto ao inicio, todas essas mesmas vezes até à fronteira da loucura em que esta se mistura com a sensatez à muito perdida pela idade... Vejo coisas transparentes, sem importância ganharem forma e vida através de ideias loucas e descabidas que após longos e silenciosos segundos, como que, por magia desaparecem nas ondas do mar, caindo no esquecimento da minha memoria... Procuro pelas pontas soltas à muito deixadas para trás...
Avé Moi!!
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