21/11/2012

Não estou aqui...

Estou aqui mas sinto que flutuo... Portanto não estou aqui, apenas o meu corpo está... A minha mente vagueia entre a ficção que criou para fugir da realidade triste e cruel... A minha alma viaja por mundos esquecidos tentando encontrar-se, tentando encontrar-me... O meu pensamento saltita entre realidades paralelas distraindo-se e enganando-se...
E é bom que assim seja... é que bom que estejam distraídos e ausentes por tempo indeterminado porque receio o dia em que voltem a encontrar-se com o meu corpo... Receio o reencontro com a realidade que ele representa...
O meu corpo vive escravo desta dura realidade que o rodeia, limitado ao seu pequeno canto como se mais nada existisse para além das paredes imaginárias desta prisão...  Mas o resto,  aquilo que me define, aquilo que faz de mim o que sou, aquilo que me torna em mim, todo esse complexo é livre, puramente livre...
Temo então, o dia do seu regresso, do seu confronto com esta prisão sem grades e com a sentença de viver aprisionados para sempre... Temo esse instante porque será o momento da minha morte...


E agora um momento de culto à minha pessoa... Avé Moi!!

12/11/2012

Saudades de Casa...

"Existem razões que a própria razão desconhece"... Esta frase não me sai da cabeça e descreve totalmente o meu estado de espírito estes últimos tempos... 
Não sei porquê mas as saudades de casa aumentaram e muito! Sinto que estou há demasiados anos longe da minha terra...
Não me interpretem mal adoro Lisboa, adora esta cidade e tudo o que ela me pode oferecer mas em quase 9 anos que cá estou ainda não me conseguiu satisfazer e sinto-me cada vez mais distante... 
Cada viagem ao Norte é como uma ficha que me liga à corrente enchendo-me de uma energia e felicidade que me preenche e deixa com aquela sensação de que tudo está no devido lugar... Mas voltar é uma tortura, é como arrancarem um pedaço de mim, a realidade é que um pedaço de mim fica lá e não volta...
 Nesta tão grande cidade sinto-me cada vez mais sozinha ... O que eu queria mesmo mesmo era levar o melhor que tenho aqui para lá...
A vida que tenho neste momento não me permite fazer malas e voltar para o colinho da mamã que nunca pensei sentir tanta falta, mas o desejo aumenta a cada dia que passa... 
Mas o facto de não poder ir já amanhã não quer dizer que não possa voltar e os meus planos são mesmo esses mais uns anos e volto a bem ou a mal mas tenho medo que o futuro me pregue uma partida ou que o presente não possa esperar pelo futuro...  Resta-me então a esperança e a vontade... 
Até lá contento-me com as idas e voltas, os fim-de-semana sempre curtos e as vozes ao telefone dos que estão longe...  


E agora um momento de culto à minha pessoa... Avé Moi!!!