25/06/2013

Eu avisei!

Então é assim, vou já alertar-te, que é para não dizeres, que eu não te avisei. Vai doer, vai doer muito, vai parecer que te estão a arrancar o coração sem aviso prévio, sem anestesia e nem  tempo para respirar...


Primeiro vais ficar enervada, mais propriamente furiosa, contigo própria, com os outros e com o mundo! De certo vai apetecer-te bater em alguém, partir coisas, provavelmente vais arranhar-te ate que a dor nos braços seja superior á dor que te atravessa o peito. Depois vais ficar triste, desolada e vais chorar, uma e outra vez, ate esgotares as lágrimas, vais ouvir música aos berros e conduzir como se não houvesse amanhã, como se fosse, de alguma maneira, possível levantar voo e desaparecer... No meio disto vais fazer as mesmas perguntas de sempre:
Porque a mim? Porque agora? Porque mais uma vez? Porque não pode ser diferente? De quem é a culpa? Porque que tem de ser assim? Para que serve viver? Porque? Porque? Porque?
Aqui entra Deus, vais rezar, vais pedir e implorar que as coisas sejam diferentes e depois vais sentir-te estúpida e culpada por só rezares quando precisas de pedir alguma coisa...
E então vais pedir para morrer, para adormecer e não voltares a acordar (please, please, please)... E fechas os olhos inchados do choro, com esperança de não voltar a despertar e com a promessa de que os teus olhos se abrirem, tudo vai ser diferente...
Por fim vais esconder a tristeza com um esbelto sorriso, com palavras de conforto e força e a desejar do fundo da tua alma que ninguém repare que chegaste do inferno... E sabes que mais? Ninguém vai reparar... Posso assegurar-te!

Não digas que não te avisei, porque desta vez, eu até escrevi...

E agora um momento de culto à minha pessoa... Avé Moi!!!

18/06/2013

E a historia repete-se...

E mais uma vez a história se repete... mais uma vez vejo-a passar à minha frente como um filme de 5ª categoria e mais uma vez não me imponho e deixo passar... pensei que à quinta ou sexta vez já fosse mais fácil, menos doloroso, até porque já devia estar habituada... Mas muito pelo contrário, custa muito mais, porque por ridículo que seja existe aquela esperança parva que desta vez vai ser diferente quando tenho uma voz a gritar em plenos pulmões, que nada muda se eu nada fizer...


Dou sempre a mesma desculpa, que não me quero chatear, que não quero chatear os outros ou que não quero que os outros se chateiem por minha culpa e deixo com calma as coisas passarem e pedindo que não volte a acontecer...
Não sei por mais contas vezes vou deixar passar... estou farta de fazer promessas a mim própria, que não consigo cumprir... Aguentar que os outros não cumpram as suas promessas é suportável mas aguentar o não cumprimento daquelas feitas por mim é simplesmente devastador... 
Principalmente estou farta daquela velha e batida frase "eu vou mudar"... Porque não o fiz, não o faço e certamente não o farei...
por isso resta-me esperar e ver a repetição do filme uma e outra vez, porque um dia eu ainda vou ser importante o suficiente para me chatear com alguém, para chatear os outros ou para que alguém se chateie por mim...

E agora um momento de culto à minha pessoa... Avé Moi!!!

15/06/2013

Perdi ou ganhei?

Algures no tempo perdi uma batalha e talvez tenha perdido a guerra... Mas esta derrota não me deixou triste ou desanimada, muito pelo contrário, deixou-me mais calma e mais sabia... Dizem que é preciso passar pela derrota para saber apreciar a vitoria e talvez seja por ai que estou a começar...
Posso ter saído derrotada mas sai verdadeira, autentica fiel aos meus princípios, porque eu sou tão melhor que isso, que esse tipo de pessoas...
Perco por ser demasiado boa, por me prejudicar para não magoar os outros mas que vou fazer? sempre fui, sou e serei assim, está no meu sangue, na minha alma e nada posso fazer para mudar...
E agora penso será que perdi mesmo a batalha? Talvez não tenha sido assim, talvez tenha apenas cedido aos caprichos de alguém, em prol de um bem muito maior do que isso...
Apenas me andava a chatear e a preocupar sem necessidade, a tentar desesperadamente ganhar aquilo que não é possível ser ganho, ou pelo menos que não vale apena o esforço...
Quando já estava esgota da luta, quando estava pronta para gritar de frustração, de tristeza e de raiva, algo fez clique e então percebi... Não valia apena o meu esforço e muito menos as minhas lágrimas e por isso ao invés de fazer um ultimo grande esforço, ao invés de num ultimo grande gesto tentar agarrar aquilo que eu (achava que) tanto queria, larguei a mão e deixei ir... Ali fiquei, paralisada, a ver o vento levar aquilo que eu tanto queria mas que já não precisava... Talvez não passa-se de um capricho meu, mas orgulho-me de não ser caprichosa e portanto perdi a batalha, mas ganhei sabedoria, experiência e principalmente mantive-me fiel a mim mesma... 


E agora um momento de culto à minha pessoa...avé Moi!!!