Então é assim, vou já alertar-te, que é para não dizeres, que eu não te avisei. Vai doer, vai doer muito, vai parecer que te estão a arrancar o coração sem aviso prévio, sem anestesia e nem tempo para respirar...
Primeiro vais ficar enervada, mais propriamente furiosa, contigo própria, com os outros e com o mundo! De certo vai apetecer-te bater em alguém, partir coisas, provavelmente vais arranhar-te ate que a dor nos braços seja superior á dor que te atravessa o peito. Depois vais ficar triste, desolada e vais chorar, uma e outra vez, ate esgotares as lágrimas, vais ouvir música aos berros e conduzir como se não houvesse amanhã, como se fosse, de alguma maneira, possível levantar voo e desaparecer... No meio disto vais fazer as mesmas perguntas de sempre:
Porque a mim? Porque agora? Porque mais uma vez? Porque não pode ser diferente? De quem é a culpa? Porque que tem de ser assim? Para que serve viver? Porque? Porque? Porque?
Aqui entra Deus, vais rezar, vais pedir e implorar que as coisas sejam diferentes e depois vais sentir-te estúpida e culpada por só rezares quando precisas de pedir alguma coisa...
E então vais pedir para morrer, para adormecer e não voltares a acordar (please, please, please)... E fechas os olhos inchados do choro, com esperança de não voltar a despertar e com a promessa de que os teus olhos se abrirem, tudo vai ser diferente...
Por fim vais esconder a tristeza com um esbelto sorriso, com palavras de conforto e força e a desejar do fundo da tua alma que ninguém repare que chegaste do inferno... E sabes que mais? Ninguém vai reparar... Posso assegurar-te!
Não digas que não te avisei, porque desta vez, eu até escrevi...
E agora um momento de culto à minha pessoa... Avé Moi!!!
E agora um momento de culto à minha pessoa... Avé Moi!!!

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